segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Panquecas e bolos matinais diversos

Nos últimos tempos tenho bombardeado o Instagram e o Facebook com as minhas publicações das panquecas e dos bolos que faço para o pequeno-almoço!

Achei que era altura de colocar aqui as receitas que tanto me pedem, de forma a organizar as mesmas. 

O que é certo é que a forma de as confeccionar é sempre a mesma. Vão variando as quantidades, consoante a fase em que me encontro na altura e os toppings que utilizo. 

Gosto de variedade e ainda que a receita base seja a mesma, é possível fazer mil e uma combinações diferentes :)

Quando estava em cut, habituei-me a fazer as panquecas com claras em castelo. Para além de as tornar muito mais fofas, rendia muito mais em termos de volume de comida. 

E quando estamos em fase de restrição calórica, há que saber fazer substituições, por forma a comermos mais, usando os mesmos macronutrientes. 

Mesmo em bulk, tenho mantido a forma de as fazer, especialmente porque ficam mesmo fofinhas e saborosas! 

A base é sempre a mesma. Farinha de aveia de sabor e claras pasteurizadas em castelo. Nada mais.

É só bater as claras em castelo bem firmes, com umas gotas de sumo de limão e envolver, delicadamente a farinha de aveia nas claras.

Esta parte (delicadamente!!) faz toda a diferença. Se não o fizerem à mão, com o recurso a um salazar, as claras vão deslaçar e não vai ficar a mesma coisa!

Deixo algumas fotos com as quantidades e toppings que usei, até agora, mas não se prendam a estas sugestões, usem a vossa imaginação :)

Depois do preparado feito, é só colocarem numa forma de silicone e levarem ao forno, durante cerca de 15m a 30m, na parte debaixo do forno, para não tostar em demasia, consoante as quantidades que utilizem.

A de hoje. Usei 60g de farinha de aveia de brownie e 250ml de claras pasteurizadas. Requer cerca de 30m no forno. O topping é puré de frutos vermelhos com chia e lascas de coco 
Usei 40g de farinha de aveia de wafle e chocolate branco e 200ml de claras pasteurizadas. Requer cerca de 15m no forno. O topping é creme de marshmallows, papaia e amêndoa ralada
Usei 60g de farinha de aveia de ferrero rocher e 200ml de claras pasteurizadas. Requer cerca de 15m no forno. O topping é creme de marshmallow, banana, chocolate preto, canela e gengibre
Usei 40g de farinha de aveia de ferreno rocher e 200ml de claras pasteurizadas. Requer cerca de 15m no forno. O topping é creme de chocolate, frutos vermelhos congelados e avelãs
As quantidades são iguais à anterior, mas com creme de marshmallow, figos e cajus

Também igual à anterior, mas juntei ao preparado base, frutos vermelhos e chocolate preto partido
Este levou 60g de farinha de aveia e 200ml de claras em castelo. Ao preparado juntei maçã assada com canela e frutos secos. Usei uma forma de bolo inglês
Como vêem, uma receita tão simples, pode ter tantas, mas tantas combinações e formas diferentes de a confeccionar. Tudo depende do nosso gosto, do que nos apetece na altura. É só dar asas à imaginação!

Notas:

1) As quantidades usadas nas minhas receitas, são todas ajustadas às minhas necessidades calóricas. Podem e devem adaptar às vossas, basta manter as proporções ;)

domingo, 30 de outubro de 2016

O regresso ao blogue com direito a receita - bolo de aveia de bolacha maria, puré de maçã, manteiga de amendoim e canela!

E eis que, um ano e quatro meses depois, estou de regresso ao blogue :)

Neste último ano, mudou tanta coisa.

A vida profissional e pessoal, a alimentação e a forma de estar na vida.

Quando deixei de publicar no blogue, não conseguia gerir todas as mudanças que ocorreram, na altura, na minha vida.

E por vezes, temos mesmo de deixar algumas coisas para trás, sob pena de não conseguirmos dedicar-nos ao que é mais importante.... a nós!

Foi o que fiz. 

Dediquei-me mais a mim e com isso, a minha disponibilidade para o blogue mudou, ou pelo menos, na gestão do tempo, assumiu uma relevância diferente.

Até a página do facebook se ressentiu, tendo chegado, inclusivamente, a encerrar a mesma, durante algum tempo.

Contudo, quando gostamos do que fazemos, é difícil mantermo-nos longe.

Acabei por regressar, apesar de não ser tão assídua como outrora... mas o que importa é que dou aquilo que posso e que consigo.

Antigamente, sentia que tinha quase uma obrigação em partilhar tudo, mas todos temos as nossas vidas e na azáfama dos nossos dias, é manifestamente impossível, essa dedicação.

Mas.... confesso que tinha saudades deste cantinho! :) Aqui é tudo muito mais pessoal. Porque para além das receitas, partilho sempre um bocadinho de mim!

Conforme referi no instagram e na página do facebook, associei-me à Eu Nutrition (depois faço uma publicação a esse propósito) e foi a desculpa ideal, para voltar.

Porque às vezes, precisamos de um incentivo para regressarmos ao que nos faz sentir bem!

Neste último ano, deixei ainda de seguir a paleo. Nada contra com quem a faz, bem antes pelo contrário. Cada um de nós é livre de escolher aquilo com o que se sente melhor. E isso é válido também na alimentação.

Pessoalmente, comecei a sentir que era demasiado restritivo, no que diz respeito aos alimentos permitidos. Tinha saudades de pão, bolinhos, arroz, leguminosas, massas e de tudo aquilo a que tinha direito :)

Porque é tudo uma questão de equilíbrio e eu precisava do meu!

E agora vamos lá à receita que já devem estar fartos de me ler ehehe :)

Ingredientes:

  • 75g de farinha de aveia de bolacha maria (ou outra)
  • 250ml de claras pasteurizadas;
  • puré de maçã - usei o equivalente a uma maçã;
  • 15g de manteiga de amendoim;
  • 1 colher de sobremesa de canela.
Preparação:

Num processador de alimentos ou numa taça, misturar a farinha de aveia, o puré de maçã, a manteiga de amendoim e a canela. Envolver muito bem os ingredientes.

À parte, bater as claras em castelo bem firmes, com umas gotinhas de limão.

Juntar as claras, aos poucos, aos restantes ingredientes, envolvendo delicadamente, para não deslaçarem.

Colocar a mistura numa forma de silicone de bolo inglês e levar ao forno, previamente aquecido, no tabuleiro de baixo, durante cerca de 25/30m, a 170.º.

Se virem que está a tostar demais, tapem a forma com papel alumínio, para evitar que queime.

Depois é só degustar, acompanhado com um café ou cházinho!


Notas:

1) As quantidades usadas nas minhas receitas, são todas ajustadas às minhas necessidades calóricas. Podem e devem adaptar às vossas, basta manter as proporções ;)

2) A aveia e a manteiga de amendoim usadas foram fornecidas pela Eu Nutrition, pelo que esta publicação acaba por ser patrocinada por aquela marca :p



domingo, 21 de junho de 2015

Pão de linhaça com sementes de papoila, quiche de atum com cogumelos frescos e manjericão e panqueca de batata-doce com canela, limão e erva doce

A empreitada de Domingo :)

Pão de linhaça e sementes de papoila

Ingredientes:
 - 1 chávena de linhaça moída;
 - 1 chávena de coco ralado;
 - ¼ de chávena de óleo de coco;
 - ¼ de chávena de água;
 - 6 ovos;
 - 1 colher de sobremesa de bicabornato de sódio;
 - 1 colher de sopa de vinagre de sidra;
 - sementes de papoila ou outras, a gosto;
 - pitada de sal marinho.

Preparação:
Pré-aquecer o forno a 210.º.
Misturar todos os ingredientes, com exceção das sementes, e envolvê-los bem. Colocar a massa numa forma de silicone de bolo inglês e deixar repousar durante cerca de 10m. Polvilhar com as sementes, a gosto, e levar ao forno a 180º, durante cerca de 40m ou até estar cozinhado.

Quiche de atum com cogumelos frescos e manjericão

Ingredientes:
 - 1 cebola;
 - 3 dentes de alho;
 - 2 tomates;
 - 8 cogumelos frescos;
 - 1 lata de atum em água;
 - 6 ovos;
 - 1 colher de sopa de ghee, óleo de coco ou azeite;
 - sal marinho, alho em pó, pimenta moída na hora, manjericão em pó e orégãos.

Preparação:
Pré-aquecer o forno a 210.º.
Cortar a cebola às meias luas, o tomate aos cubos, picar os alhos, finamente e fatiar os cogumelos.
Dispô-los numa frigideira grande com ghee, temperar (usar bastante manjericão!) e deixar estufar até o tomate estar desfeito e os cogumelos cozinhados.
Juntar o atum e envolver bem até apurar os sabores.
À parte, bater os ovos com uma pitada de sal.
Colocar o recheio numa forma de silicone de tarte e deitar os ovos batidos, por cima.
(Se quiserem, polvilhem com queijo da ilha – fica maravilhoso!!!)
Levar ao forno a 180º, durante cerca de 30-35m ou até estar cozinhado.

Panqueca de batata-doce com canela, limão e erva doce

Ingredientes:
 - 200g de batata-doce assada;
 - 4 ovos;
 - casca de 1 limão;
 - canela e erva doce, a gosto.

Preparação:
Pré-aquecer o forno a 210.º.
Pulverizar a casca do limão com a canela e a erva doce, num processador de alimentos. Juntar os restantes ingredientes e misturar até estar uma massa homogénea.

Colocar o recheio numa forma de silicone e levar ao forno a 180º, durante cerca de 20m ou até estar cozinhado.

Bom proveito! :)

domingo, 31 de maio de 2015

Panqueca de batata-doce, coco, gengibre, canela e raspas de limão

Já não fazia umas panquecas há meses, mas ontem estava mesmo a apetecer-me. Como ultimamente, tenho achado que o rendimento no treino não está a 100% (também pode ser do calor), decidi voltar a introduzir os hidratos no pré-treino.

Juntou-se a fome com a vontade de comer e saíram estas belas panquecas :) Tentei usar ingredientes o mais naturais possível e, como a batata-doce era da laranjnha, nem precisei de adoçar a receita!

Ingredientes:
  • 100g de batata-doce assada;
  • 2 ovos + 1 clara (só porque tinha sobrado do fricassé de véspera);
  • 2 colheres de sopa de coco ralado;
  • Canela, gengibre e raspa de 1 limão.
Preparação:


Colocar os ingredientes num processador de alimentos e pulsar até estar uma mistura homogénea.

Numa frigideira anti-aderente ou de cerâmica, colocar óleo de coco e deixar aquecer bem. 

Deitar uma colherada da massa na frigideira e deixar cozinhar, no lume mínimo. Quando a parte de cima da panqueca estiver a fazer bolhas e em baixo se começar a soltar, está na altura de a virar e deixar cozinhar do outro lado, até estar ao vosso gosto.

Repetir, até terminar a massa.

Dispor as panquecas num prato de servir, polvilhar com coco ralado, canela, raspas de limão e servir <3

Ficaram excelentes!! Experimentem :)

terça-feira, 19 de maio de 2015

Esparguete de curgete com frango, cogumelos frescos salteados com coentros e molho cremoso de abacate e lima

Ingredientes:

  • 400g de bifes de frango;
  • 1 cebola;
  • 3 dentes de alho;
  • 8 cogumelos frescos;
  • 1/4 de ramo de coentros;
  • 2 curgetes;
  • 1 abacate;
  • 1/2 chávena de leite de coco;
  • Sumo de 2 limas;
  • Ghee ou óleo de coco ou azeite;
  • Sal, alho em pó, pimenta caiene, cebola e coentros desidratados da espiga q.b.
Serve 2.

Preparação:

Com o recurso a um espirilizador ou mandolina, fazer esparguete das curgetes.

Num processador de alimentos, colocar o abacate, o leite de coco, o sumo de lima, sal, pimenta caiene e triturar até estar reduzido a puré. Reservar no frigorífico.

Cortar a carne aos quadrados e temperar com sal, alho em pó e pimenta caiene e cebola e coentros desidratados da espiga.

Cortar a cebola às meias luas, picar os dentes de alho e os coentros, fatiar os cogumelos e saltear tudo em ghee.

Juntar a carne e deixar cozinhar até estar praticamente cozinhada.

Adicionar o esparguete de curgete até estar cozinhado ao vosso gosto. Retificar os temperos.

Colocar o lume no mínimo e envolver bem o molho de abacate no preparado anterior até ferver. 

Está pronto a servir :)


Quem não gosta de abacate, nem dará por ele eheheh

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Bifes de frango com bacon, cogumelos frescos e "natas"

Apetecia-me bifes com natas... mas depois do whole30 percebi que o meu organismo não tolera muito bem lacticínios, por isso não quis arriscar a usar queijo quark, nem iogurte grego, como fiz nesta receita .

Sinceramente, ainda olhei para a embalagem das natas no supermercado, mas todos os E's presentes na mesma, fizeram-me logo afastá-la, ainda que seja comum, na paleo se usar natas.

Por isso, tinha de arranjar outra forma! :)

E é assim que surgem as receitas... da necessidade de comer algo diferente, que se adapte ao que nós pretendemos, sem provocar estragos no organismo.

Ingredientes:
  • 400g de bifes de frango, aos cubos;
  • 1 cebola;
  • 5 dentes de alho;
  • 3 tiras de bacon, cortado (uso da marca fumeiro barroso, só tem carne e sal - mas só se encontra no Norte);
  • 10 cogumelos frescos, fatiados;
  • 1 ovo;
  • 1/4 de lata de leite de coco;
  • 2 colheres de sopa de salsa picada;
  • Ghee ou óleo de coco ou azeite;
  • Sal marinho, alho em pó, pimentão doce fumado, mostarda em grão, pimenta 5 bagas e sumo de limão.
Preparação:

Temperar os bifes de frango com sal marinho, alho em pó, pimentão doce fumado, mostarda em grão, pimenta 5 bagas e sumo de limão. Reservar durante cerca de 30m, no mínimo.

Cortar a cebola às meias luas e picar os alhos.

Numa frigideira anti-aderente grande ou na wok, saltear em ghee, a cebola, os alhos, o bacon e os cogumelos até murcharem.

Juntar a carne e deixar cozinhar.

À parte, bater bem o leite de coco com o ovo e a salsa.

Quando a carne estiver cozinhada, verter o molho para a frigideira, envolver bem e deixar apurar até engrossar (sempre a mexer).

Retificar os temperos e servir! :)


Tão simples e muito, muito bom!

Achei que estava mesmo guloso, só apetecia comer, comer e comer eheheh :)

O acompanhamento escolhido cá em casa foram umas batatas-doce assadas com alecrim e uma saladinha. Ficou perfeito :)

Espero que gostem!




quarta-feira, 13 de maio de 2015

Croquetes de vitela com batata-doce

Já não é novidade para ninguém que, a minha perdição, são os salgados <3, ao contrário da maioria das pessoas, que preferem os doces.

Embora durante o whole30 tenha evitado fazer este tipo de receitas, por considerar que desvirtuava um dos princípios do programa - romper com os hábitos de alimentação industrializada e permitir mudarmos a forma de nos alimentarmos (este é e sempre será o meu guilty pleasure!), passado o whole30, voltei à carga :)

Nunca mais serei a mesma depois daquele programa, mas há hábitos que quero retomar (em especial na confecção das refeições), por considerar que não influenciam em nada, na minha saúde e que tão bem me sabem.

Continuo a comer sopa com carnicha ou ovos com vegetais ao pequeno-almoço e a seguir as recomendações genéricas do programa, mas agora com a introdução de alguns lacticínios, tal como o queijo, suplementação - whey e chocolate com mais de 70% de cacau, esporadicamente.

Alias, o que seria da vida se não nos pudéssemos dar ao luxo destes pequenos prazeres?! :)

Mas chega de conversa e vamos à receita, boa que só ela, garanto-vos.

Ingredientes:
  • Cerca de 250 a 300g de vitela (podem usar outra carne, a gosto);
  • 1/2 cebola;
  • 1 dente de alho;
  • 1/2 ramo de salsa;
  • 1 batata-doce média; 
  • 1 ovo;
  • 2 colheres de sopa de linhaça moída;
  • Sal, alho em pó e pimenta moída na hora.
Rende 18 croquetes pequenos.

Preparação:

Lavar, descascar e cozer a batata-doce. Reservar.

Num processador de alimentos, picar a carne, finamente. Reservar.

No mesmo processador, sem lavar, colocar a cebola, o dente de alho, a salsa e picar. 

Juntar ao preparado anterior a carne, a batata-doce, a linhaça moída e o ovo. Pulsar até estar uma mistura homogénea.

Levar a mistura ao frigorífico, durante cerca de 2 horas, para moldar mais facilmente.

Pré-aquecer o forno a 180.º

Com as mãos, formar croquetes e colocá-los num tabuleiro de ir ao forno, previamente forrado com papel vegetal.

(De vez em quando, passar as mãos por água, para retirar a carne que se vai agarrando).

Levar ao forno durante cerca de 20m até estarem tostados.


Ficam tão, mas tão bons! Em nada devem aos que se comem por essas pastelarias fora, mas garantindo sempre a qualidade dos ingredientes usados :)

Se preferirem podem empanar os croquetes com a linhaça moída, em vez de a usarem no recheio, no entanto, eu prefiro o sabor que esta confere ao recheio ;)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Bolonhesa de vitela com cogumelos frescos e manjericão, esparguete de curgete e de batata-doce no forno

Esta semana fiz vitela assada no forno e sobrou uma quantidade considerável. 

Conforme já é usual, eu tento sempre dar uma utilização diferente às sobras de comida e desta vez, não foi diferente. 

Aliado à necessidade de aproveitar a carne, apetecia-me comer uma comidinha boa, daquelas que nos fazem sentir consolados até na alma, sabem do que falo, certo?! :)

Sempre gostei muito de comida italiana, face aos seus sabores intensos resultantes da conjugação do molho de tomate e do queijo, e era, exactamente, aquilo que me apetecia!!!

Comer "massa" também não é um problema, quando temos um espirilizador e a fazemos dos vegetais e tubérculos que preferimos, garantindo que conseguimos recriar na perfeição as receitas de outrora, mas desta feita, muito mais saudáveis.

Ingredientes:
  • Vitela assada q.b.;
  • 2 curgetes;
  • 1 batata-doce; 
  • 1 cebola nova;
  • 3 dentes de alho;
  • 1 lata de tomate em pedaços (390g);
  • 150g de cogumelos frescos;
  • 1/2 lata de leite de coco (abanar bem a lata para garantir que a parte líquida e sólida ficam bem misturadas);
  • 1 mão bem cheia de tomates cherry; 
  • 2 mãos cheias de folhas de manjericão fresco;
  • Sal, alho em pó, pimenta 5 bagas e tomilho q.b.
  • Queijo da ilha, a gosto;
Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180º.

Desfiar a carne. Reservar. 

Lavar as curgetes e cortar-lhes as extremidades. Lavar e descascar a batata-doce. Com recurso a um espirilizador ou mandolina, transformá-los em "esparguete". Reservar.

Num processador de alimentos, colocar a cebola, os dentes de alho e o tomate em pedaços. Triturar até reduzir a puré.

Levar ao lume um tacho com o molho de tomate, os cogumelos fatiados, o manjericão e os temperos. Deixar cozinhar durante cerca de 15 a 20m, mexendo de vez em quando.

À parte colocar o esparguete num tabuleiro, temperar de sal e levar ao forno a 180º durante cerca de 15m. Reservar.

Juntar ao molho de tomate, a carne desfiada, o leite de coco e deixar ferver durante cerca de 10m. Retificar os temperos.

Colocar a bolonhesa de carne por cima do esparguete, juntar os tomates cherry cortados ao meio, envolver bem, ralar queijo da ilha, a gosto, e levar ao forno até gratinar.

Comer de olhos fechados, sem qualquer peso na consciência :)


Podem fazer diversas alterações à receita, conforme a vossa preferência! Substituir a carne, os vegetais e até as especiarias usadas. A mesma base, serve para uma serie de combinações. Basta, manterem as mesmas proporções ;)

Podem substituir a vitela por frango ou peru, se preferirem carnes mais magras. A batata-doce por cenoura ou qualquer outro vegetal que prefiram. Podem, simplesmente, aumentar a quantidade de curgete. O manjericão por óregãos. O leite de coco por iogurte grego ou quark. Só não substituam o queijo usado, por esse fará toda a diferença. De resto, o limite é a nossa imaginação :) 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Quiche de cogumelos frescos, salmão fumado e espargos

Quando vi que os espargos iam estar em promoção no Lidl, fui a correr à caça deles! Não é todos os dias que os encontramos à venda, pela módica quantia de € 1,39 :)

Já há meses que não os comprava, porque me recuso a dar praticamente € 5,00 por um molho de espargos! A última vez que tinha comprado, também foi no Lidl, numa altura em que todas as semanas tinham promoções destas... isso é que foi tirar a barriga de miséria :) eheheh

Para mim, a junção perfeita para os espargos, é com ovos (embora assados só com sal, também fiquem muito bons), por isso o jantar não se adivinhava outro!

A receita é muito simples, mas o sabor... esse é de outro mundo, embora o salmão se destaque um pouco mais do que os espargos ;)

Ingredientes:
  • 1 cebola;
  • 2 dentes de alho;
  • 1 mão cheia de coentros;
  • 8 cogumelos frescos;
  • 1/2 molho de espargos verdes;
  • 100g de salmão fumado;
  • 5 ovos;
  • sal marinho, pimenta 5 bagas e alho em pó;
  • Ghee, óleo de coco ou azeite.

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180.º.

Cortar a cebola às meias luas, picar os dentes de alho e os coentros. Lavar, arranjar e fatiar os cogumelos frescos e os espargos verdes.

Saltear a cebola, os alhos e os coentros em ghee, até a cebola estar translúcida.

Juntar os cogumelos e os espargos e deixar cozinhar.

No final, juntar o salmão fumado desfiado e envolver bem para misturar os sabores. Temperar a gosto.

À parte, bater os ovos.

Dispor o preparado num forma redonda de silicone e colocar os ovos batidos por cima.

Levar ao forno durante cerca de 25m ou até estar cozinhado.

E voilá!!!

Acabada de sair do formo :)
Cá em casa acompanhou uma salada de cenoura, cebola, tomate, pimento vermelho, pepino e abacate, porque com estas refeições é o que me sabe bem, mas sintam-se à vontade de usar outro acompanhamento do vosso agrado! :)

Soube-me mesmoooooo bem!

Frango de fricassé

Se há receita que adoro, é esta! Tão simples e cheia de sabor! Era raro fazer em casa e agora, desde que lhe apanhei o jeito, não quero outra coisa :)

Faço assim:

Ingredientes:
  • 1 kg de coxas (ou pernas) de frango;
  • 1 cebola;
  • 3 dentes de alho;
  • 2 cenouras;
  • 2 gemas de ovo;
  • sumo de 2 limões;
  • 1/2 ramo de salsa picada;
  • Sal marinho, alho em pó e pimenta 5 bagas;
  • Ghee, óleo de coco ou azeite q.b.
Preparação:

Lavar bem o frango e retirar as peles maiores, temperando-o com sal, alho em pó e pimenta 5 bagas. Reservar.

Cortar a cebola em meias luas, picar os alhos, cortar as cenouras aos cubos, dispor tudo num tacho com ghee e saltear até a cebola estar translúcida. 

Adicionar as coxas de frango e deixar cozinhar, durante uns 5 m, em lume branco. 

Juntar um fundo de água (+/- até meio do frango), tapar o tacho e deixar estufar durante cerca de 15 a 20m. Temperar a gosto.

(A água é sempre a olho, não coloquem em demasia, porque senão o molho fica muito ralinho. Se verificarem que, a meio da cozedura precisa de mais água, adicionem mais um pouco). 

Quando o frango estiver cozinhado, retirar o tacho do lume.

À parte, diluir bem as gemas no sumo de limão. Juntar este preparado ao frango, polvilhar com a salsa picada e mexer sem parar, para as gemas não talharem, ainda com o tacho fora do lume.

Quando estiver bem incorporado, voltar a colocar o tacho ao lume, no mínimo, mexendo sempre, para as gemas cozinharem e o molho engrossar.

Está feito! É só servir e degustar! :)

O repasto! :)
Acompanhei a refeição com arroz de couve-flor com pimento vermelho, açafrão e coentros. Podem ver a respectiva receita aqui 

Garanto-vos que a combinação de sabores e texturas é maravilhosa!!! :)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Moelas ou pipis de frango

Finalmente, consigo publicar esta receita aqui no estaminé!!! :) Já andava com a receita das moelas em falta há imenso tempo e hoje como fiz pipis de frango ou miúdos, como lhe queiram chamar, para o jantar - a receita é, exactamente, igual - aproveitei a embalagem para a publicar.

Todos os ingredientes são whole30 approved, o que significa que não foram usados quaisquer aditivos na sua confecção. Contudo, há que ter especial atenção ao chouriço que se compra, de forma a garantir que tem apenas carne, especiarias e sal, devendo para tanto, ler bem a informação nutricional. Se usarem tomate de lata, devem ver bem os ingredientes que são usados, igualmente. Passe a publicidade, os da marca do pingo doce costumam servir para o efeito ;)

E cá está ela! Simples de se confeccionar e melhor ainda de se comer :) eheheh

Ingredientes:  
  • 500g de miúdos de frango; 
  • ¼ chouriço picado (tenho usado o de bragança, marca continente, embora existam outros);
  • 1 cebola nova;
  • 2/3 dentes de alho;
  • 1 malagueta pequena;
  • 2 tomates reduzidos a puré ou 1/2 lata de tomate pelado triturado;
  • água q.b.;
  • 1 ramo de salsa;
  • ghee ou óleo de coco ou azeite;
  • Sal, alho e pimenta de 5 bagas.
Preparação:  

Lavar muito bem os miúdos de frango com água e vinagre para eliminar todas as impurezas.

Cortar a cebola às meias luas, picar os alhos e o chouriço, finamente.

Saltear em ghee, a cebola, os alhos e o chouriço. Juntar o tomate triturado, a malagueta e deixar cozinhar.

Juntar os miúdos de frango, se necessário, água q.b e temperar.

Quando estiver quase cozinhado, juntar a salsa picada e deixar cozinhar até apurar.

Servir com o acompanhamento do vosso agrado :)


Para mim, foi servido com uma salada com coentros e abacate, mas com puré também fica muitoooo bom! Que pitéu!!! :)

O termo do whole30 e a reintrodução dos alimentos eliminados

Após o termo do whole30, segue-se a fase mais importante deste programa: a reintrodução dos alimentos “menos saudáveis”, por forma a perceber quais os alimentos que me provocam intolerâncias e que se manifestam negativamente no meu organismo, face ao regresso das minhas alergias, conforme contei aqui e aqui.

De acordo com o site oficial do whole30 e tendo em conta que, durante este período – 30 dias (no meu caso, 60 dias), foram eliminados vários alimentos, tais como o açúcar, álcool, cereais, leguminosas e lacticínios, permitindo fazer um reset ao organismo, deveremos ser prudentes na forma como os voltamos a reintroduzir, sob pena de se perder o intuito do programa acima mencionado.

Pelo que, aconselham a que se faça a reintrodução de cada um daqueles alimentos, em dias separados, voltando nos dias seguintes ao whole30 (ou ao mais próximo possível), permitindo desta forma, identificar qual o alimento, em concreto, que nos provoca alterações no organismo.

No entanto, se houver algum alimento que saibamos à partida que não nos faz bem, nem vale a pena reintroduzi-lo! Assim, o intuito é reintroduzir só aqueles alimentos que sabemos que queremos incluir, efectivamente, na nossa alimentação.

No site oficial encontramos também um calendário de 10 dias com uma sugestão para reintrodução dos alimentos, mas como não consumo, nem posso consumir glúten, por causa da minha tiroidite autoimune, adaptei o calendário às minhas necessidades. 

Como também prevejo que possam advir reacções adversas aos lacticínios, vou introduzir o iogurte grego, o queijo (fresco e mais gorduroso, como o da ilha) e a manteiga, em dias diferentes, para perceber o seu real impacto no organismo.

Assim e tendo em conta que, amanhã começo a fase de reintrodução dos alimentos eliminados no whole30, este irá ser o meu calendário para os próximos dias: 
  • Dia 14 de Abril (3.ª-feira)reintrodução dos lacticínios:  iogurte grego e requeijão, mantendo as restantes regras do whole30 - procurei comprar os produtos o mais artesanais possíveis;
  • Dia 15 de Abril (4.ª-feira)reintrodução dos lacticínios: queijo da ilha e manteiga, mantendo as restantes regras do whole30 - procurei comprar os produtos o mais artesanais possíveis;
  • Dia 16, 17 e 18 de Abril (5.ª-feira, 6.ª-feira e sábado)eliminação dos lacticínios e regresso ao whole30;
  • Dia 19 de Abril (domingo)reintrodução dos cereais sem glúten: aveia, arroz e, eventualmente, quinoa, mantendo as restantes regras do whole30; 
  • Dia 20, 21 e 22 de Abril (2.ª, 3.ª e 4.ª-feira)eliminação dos cereais e regresso ao whole30;
  • Dia 23 de Abril (5.ª-feira)reintrodução das leguminosas: ervilhas, lentilhas e, eventualmente, grão-de-bico, mantendo as restantes regras do whole30;
  • Dia 24 e 25 de Abril (6.ª-feira e sábado)eliminação das leguminosas e regresso ao whole30;
  • Dia 26 de Abril (domingo): reintrodução do açúcar: chocolate com mais de 70% de cacau, mantendo as restantes regras do whole30;
  • Dia 27 de Abril e seguintes (2.ª-feira): regresso ao whole30 por tempo indeterminado e avaliação da fase de reintrodução.
Confesso que, estou algo receosa sobre a reintrodução, em particular, dos lacticínios, face à reacção que os antibióticos prescritos para erradicar a helicobacter pylori me provocaram no organismo (após ler a bula informativa, verifiquei que um deles continha lactose e, desconfio que tenha sido esse o motivo de me terem voltado as alergias, nesse período), mas sei que tenho de passar por este processo, para perceber, definitivamente, o que me provoca estas alergias e intolerâncias.

No entanto, independentemente dos resultados da fase de reintrodução, sei que a grande maior parte das alterações introduzidas na minha alimentação no whole30, são para manter, desde logo, a composição das refeições, em particular do pequeno-almoço, ainda que, com a reintrodução de alguns alimentos retirados no programa.

Encontrei nesta forma de alimentação, o mais natural possível, um bem-estar inigualável, níveis de energia e boa disposição constante, um sono verdadeiramente reparador e uma ausência de fome constante, conforme tinha contado aqui - o que me permitiu também controlar os meus níveis de insulina, que deviam andar no auge e, consequentemente, melhorar a composição corporal. 

Posso, eventualmente, fazer uma ou outra panqueca ou papa de aveia ou granola para o pequeno-almoço ou lanche, mas essa não vai ser a regra, porquanto não é o que me sacia verdadeiramente, conforme cedo percebi no whole30, mas esporadicamente, serei forçada a dar uma facada na alimentação eheheh (já ando a sonhar com sushi - só para avisar!).

As boas fontes de gordura, tal como a naturalmente presente nos alimentos, também continuarão presentes na minha alimentação, uma vez que, deixei de ter medo destas, motivo pelo qual não voltarei a descurá-las como fiz até aqui :) 

Estou ainda a pensar em deixar de suplementar com proteína de soro de leite - whey - particularmente, a de sabor, face à quantidade de açucares e adoçantes usados na sua composição. No entanto, como é uma excelente fonte de proteína de absorção rápida (ideal para o pós-treino) e bastante prática de se usar, a versão sem sabor, parece-me ser uma boa aposta. Contudo, como ainda tenho alguma whey de sabor em casa, não a vou deixar, obviamente, estragar :p

Venha uma nova fase!!! :)

domingo, 12 de abril de 2015

Sopa lenta de carne

Com o whole30 a terminar, vou começar a partilhar algumas das receitas usadas... e a primeira só pode ser uma das minhas grandes paixões... a sopa lenta de carne!

Durante praticamente 2 meses, não houve semana que não a fizesse. Ora, servia para pequeno-almoço ou lanche ou para jantar, conforme o que me apetecia :)

Esta foi também uma das grandes revoluções no meu pequeno-almoço... comer sopa, com ou sem carninha! Mas confesso que depois de se começar o dia desta forma, não se quer outra coisa, porque nos sentimos verdadeiramente saciados e nutridos! Primeiro estranha-se, mas depois entranha-se! :)

Para além do sabor incrível desta sopa, acrescem ainda inúmeros benefícios, tendo em conta que através do processo de cozedura lenta se obtém melhor os nutrientes dos alimentos e de minerais importantes. Aconselho-vos a ler todos os benefícios aqui.

Quanto à receita, não fui eu que inventei a pedra! :p A belinha da página Comida a Sério partilhou comigo como fazia a dela e eu tratei de a adaptar ao meu gosto, conforme aconselho sempre a que façam!

Garanto-vos que é a melhor sopinha do mundo <3

Normalmente, uso sempre a mesma base (de acordo com o meu gosto!) e se tiver sobras de legumes perdidas no frigorífico, aproveito-as sempre na sopa também.

Faço assim:

Ingredientes:
  • 1 cebola;
  • 3 dentes de alho;
  • 2 cenouras;
  • 1 alho francês:
  • 1 curgete;
  • 1/2 ou 1 couve-lombarda, consoante o tamanho;
  • 1 nabo;
  • sobras de outros legumes: brócolos, couve-flor, couve roxa, beringela e outros;
  • 1 colher de sopa rasa de sal marinho;
  • 2 a 4 pernas de frango ou outra carne a gosto;
  • água q.b.
Preparação:

Lavar, arranjar e cortar os legumes, grosseiramente.

Colocá-los numa panela bem grande, com o sal, dispor o frango por cima e encher com água quase até tapar.

Levar a panela ao lume até ferver. Nesta altura, tapar a panela e passá-la para o bico do fogão mais pequeno e colocar o lume no mínimo.

Deixar cozinhar entre 4 a 8 horas. 

Após a cozedura, retirar o frango, limpá-lo de ossos, peles e desfiá-lo para a sopa ou para um recipiente à parte, conforme preferirem.

Demora, mas não se irão arrepender, seguramente! :)

A primeira! Nunca me hei-de esquecer dela :) eheheh
Acompanha morangos, creme de coco, raspa de laranja e canela
Acompanha um bulletproof coffee
Acompanha anona com manteiga de caju e canela
Acompanha kiwi e lascas de coco torrado
Acompanha morangos, creme de coco e pepitas de cacau cru 
Estas foram algumas das minhas refeições com ela... e mais irão haver! Não é o calor que nos vai afastar <3

domingo, 1 de março de 2015

Passatempo em colaboração com a Wrapsforreps :)

Finalmente, o passatempo que tinha anunciado! Tardou, mas não falhou! :)

Tenho para sortear, em parceria com a wrapsforreps, umas bandas de protecção para os pulsos, mais conhecidas como wrist wraps, 100% feitas à mão.

As wrist wraps a sortear :)
As bandas são concebidas para proporcionar suporte em actividades que exijam estabilidade nos pulsos. Popularmente utilizadas em treinos de movimentos olímpicos e exercícios funcionais, como no Crossfit.

Tenho umas com umas caverinhas lindas e posso garantir que dão imenso jeito. Oferecem grande estabilidade nos pulsos, o que nos permite fazer todos os movimentos em segurança.

O passatempo começa no dia 01 de Março e termina no dia 14 de Março de 2015.

Os vencedores serão escolhidos aleatoriamente através do site Random.org e anunciados no dia 15 de Março de 2015.

Para se habilitarem, é necessário:

1) Gostarem da página do facebook https://www.facebook.com/saudavelcomoumpero

2) Gostarem da página do facebook https://www.facebook.com/wrapsforreps
3) Partilharem a publicação do facebook alusiva ao sorteio (aqui) - a qual tem de ser efectuada de forma "pública" para a conseguir visualizar;
4) E, por fim, preencher este formulário:


Boa sorte!!!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Um ano de blogue, quase um mês de whole30 e uma mudança de vida!

Parece incrível, mas faz hoje um ano que a Saudável como um pêro nasceu, um blogue onde tenho o privilégio de registar e partilhar a minha mudança de vida, desde que me decidi a adoptar um estilo de vida saudável, com especial incidência nas receitas criadas, adaptadas ou inspiradas noutras pessoas e páginas :)

Um blogue que conta com 335 878 visualizações e 12 862 seguidores na página do facebook (oh meu deus, onde é que eu tenho andado que estamos quase nos 13 000 e eu ainda não tinha dado conta!!).

Este ano passou, literalmente, a correr. 

Fazendo uma retrospecção é notório que, aprendi tanto (e continuo a aprender), evolui imenso, conheci pessoas maravilhosas e tive oportunidade de fazer algo nunca antes por mim feito.

À data de início deste cantinho, só fazia treino funcional, depois passei para a musculação e, desde Novembro que me mudei de armas e bagagens (e de <3) para o crossfit.

Comecei com uma alimentação com glúten, com especial incidência nos hidratos complexos, posteriormente, retirei o glúten da alimentação, procurando boas fontes de hidratos complexos sem esta proteína e, desde o início do ano, sensivelmente, que retirei todos os cereais e leguminosas e, no último mês,  a propósito do whole30 (que se pode tornar um whole for life com umas facadas pelo meio!) eliminei ainda os lacticínios. 

Um ano depois, posso afirmar que, encontrei o que me faz sentir bem comigo própria, feliz e completa, quer na alimentação, quer no treino :) Tendo em conta que há pessoas que demoram uma vida para o encontrar, creio que até fui rápida! <3

Ainda que tenha ingerido bacon do demo, o que me fez reiniciar a contagem do whole30 e acrescentar mais 30 dias, a título de penitência eheheh, o que é certo é que já passou quase um mês e importa registar as alterações que  tenho sentido com este programa.

1) A primeira e mais notória foi a ausência de picos de insulina, como tinha constantemente, face à quantidade de hidratos que estava a ingerir para ver se aumentava a massa magra, o que se traduziu em menos fome depois das refeições - já tinha contado aqui que, assim que acabava de comer fica esganada de fome :/ 

2) Faço uma melhor gestão do apetite (e da saciedade) se começar o dia com uma refeição cheia de proteína e de gordura (aliás, isto é essencial em todas as refeições), em conjunto com os vegetais;

3) A fruta mais doce, faz-me disparar a insulina e dá-me fome mais cedo do que é usual, por isso tenho evitado comer fruta muito doce;

4) A inclusão de boas fontes de gorduras, não nos fazem mal algum, como nos ensinaram durante anos e anos, sendo benéfica em todos os aspectos, a sua inclusão - com especial incidência na regulação hormonal e no apetite;

5) Estou a descobrir o verdadeiro sabor dos alimentos. Quando fiz a manteiga de coco achei tão enjoativa (de doce) que até tenho evitado comer;

6) Os meus treinos começaram a render muito mais;

7) Ando sempre cheia de energia durante o dia;

8) E à noite durmo que nem um anjinho;

9) Deixei de ter a birra da fome. Quando não podia ou não conseguia comer à hora que era suposto, era um verdadeiro stress. Agora como quando realmente tenho fome :) Isto é uma verdadeira sensação de liberdade! Deixei de ser refém da comida :D

10) Apesar de não me poder pesar, nem registar qualquer evolução, em 26 dias com bacon do demo pelo meio, noto diferenças no meu corpo ;) Quer na composição corporal, quer na pele!

11) E a melhor de todas e que me motivou a começar isto... as minhas alergias não têm dado sinal de vida!!! yeahhhh :D

Olhando para trás, foi um ano do caneco!!! :) Que os próximos sejam tão bons ou melhores que este. 

Obrigada por estarem desse lado e por contribuírem todos os dias com a vossa presença, comentários, sugestões, críticas e apoio na minha vida. Sim, porque isto também é a minha vida! Obrigada de <3!!! 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Cestinhos de salmão fumado

Ingredientes:
  • Salmão fumado (ler bem os ingredientes, só pode ter salmão, fumo e sal, nada de conservantes e afins, especialmente para quem está a fazer o whole30);
  • Ovos (preferencialmente, de galinhas felizes);
  • Pimenta 5 bagas e cebolinho qb.
Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180.º

Forrar uma forma de silicone de queques (ou formas individuas, se preferirem) com salmão fumado.

Partir um ovo dentro de cada forma.

Temperar com pimenta 5 bagas e cebolinho - podem ainda adicionar sal, mas como o salmão já é salgado, eu omito.

Levar ao forno até estarem devidamente cozinhados.

Acompanhou salada de espinafres com morangos e nozes
Esta receita serve para o que quiserem! Pequeno-almoço, almoço rápido ou lanche :)

São uma excelente sugestão para levarem na marmita em alternativa aos típicos ovos cozidos!

Arroz de couve-flor de açafrão e coentros

Ingredientes:
  • 5 raminhos de couve-flor;
  • 1 cebola pequena;
  • 2 dentes de alho;
  • Pimento vermelho (opcional, mas recomendável);
  • 1/4 de um molho de coentros;
  • Ghee (manteiga clarificada) ou azeite;
  • Sal, pimenta 5 bagas e açafrão q.b.
Preparação:

Picar a cebola, os alhos e os coentros num processador de alimentos.

No mesmo processador, picar a couve-flor crua até estar semelhante a arroz.

Fatiar o pimento vermelho.

Colocar numa frigideira grande ou no wok todos os ingredientes com ghee, temperar (usem e abusem do açafrão, face às suas propriedades anti-inflamatórias!) e deixar cozinhar. Mexer, ocasionalmente, para não agarrar.

Servir! :)

Esta receita serve como acompanhamento dum refeição ou pode, perfeitamente, em conjunto com uma fonte de proteína - com franguinho fica do melhor - servir de refeição principal. Se forem cá dos meus, basta juntar uns ovos mexidos, coco ralado e temos um pequeno-almoço rico em nutrientes e cheio de sabor!
Aqui está ele com frango!
E ao pequeno-almoço com ovos mexidos e coco ralado
Esta tem sido, seguramente, a minha paixão no whole 30 :)


EDITADO em 23/04/2014

Esta receita tem sido prática corrente cá em casa e ando sempre a introduzir-lhe alterações.

Hoje juntei à receita base, brócolos picados, cogumelos frescos, gengibre e coco ralados, frango cozido desfiado, tudo a saltear com os restantes ingredientes, coloquei num tabuleiro de ir ao forno, dispus umas rodelas de chouriça de bragança e foi só tostar! :)

Ficou esta maravilha! <3

Arroz de couve-flor e brócolos de frango, cogumelos frescos, açafrão e coentros


Peito de frango picante com amêndoas e legumes

Ingredientes:
  • 300g de peito de frango;
  • 1 embalagem de sopa juliana (lombardo, cenoura e nabo ripados);
  • 1 cebola pequena;
  • 1 pimento vermelho;
  • 2 mãos de amêndoas torradas;
  • sal, alho em pó, pimentão doce e pimenta caiene;
  • sumo de limão q.b.;
  • ghee (manteiga clarificada) ou óleo de coco ou azeite.
Preparação:

Cortar o peito de frango aos cubos, temperar com sal, pimentão doce e alho em pó. Reservar.

Cortar a cebola, finamente, às meias luas e fatiar o pimento vermelho.

Numa frigideira grande ou na wok, refogar a cebola com o ghee. Juntar o peito de frango e deixar cozinhar. Reservar a carne.

Na mesma frigideira ou wok, juntar a mistura de sopa juliana (bem lavada), o pimento vermelho e deixar cozinhar. Temperar com sal, alho em pó e pimenta caiene. 

Quando os legumes estiverem quase no ponto que gostam, juntar a carne e as amêndoas, envolver bem no preparado, regar com sumo de limão, até terminar de cozinhar. Rectificar os temperos e servir!


Uma receita a repetir, várias vezes, sem dúvida, neste whole30! 

Rápida, cheia de sabor e com tudo o que é necessário. Para a próxima, vou juntar fruta - maçã laminada e abacaxi, só pode ficar bem :)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O início do whole30

Conforme referi hoje de manhã na página do facebook, no dia 01 de Fevereiro vou começar o programa designado por "whole30". E perguntam vocês: mas o que é isso?!

Antes demais, preparem-se que esta publicação vai ser longa ;) 

Ora bem, este programa foi criado em 2009 por Dallas e Melissa Hartwig, o qual é constituído por um programa nutricional projectado para mudar a nossa vida em 30 dias. O intuito é fazer um reset ao organismo, com vista a terminar desejos e hábitos pouco saudáveis, restaurar um metabolismo saudável, curar o aparelho digestivo e equilibrar o sistema imunológico.

Certos grupos de alimentos (como o açúcar, cereais, lacticínios e leguminosas) podem (ênfase, no podem) ter um impacto negativo no nosso organismo, mesmo sem darmos conta, por serem inflamatórios. 

Na página oficial do programa, é referido que se têm os níveis de energia inconsistentes ou inexistentes, se têm dores que não podem ser explicadas por excesso de uso ou lesão, se não conseguem perder peso, por muito que tentem ou se têm alguma doença, como problemas de pele, doenças digestivas, alergias sazonais ou problemas de fertilidade, em que a medicação não tem ajudado, estes sintomas podem estar directamente relacionados com os alimentos que consomem, incluindo alimentos aparentemente saudáveis.

Como perceber isto?! "Simples", cortar todos alimentos que podem provocar desequilíbrios hormonais e grupos de alimentos inflamatórios, como os acima mencionados. 

A intenção é deixar o corpo recuperar durante este período - 30 dias - por forma a percebermos a influência que cada um daqueles alimentos tem no nosso organismo - sendo, posteriormente, reintroduzidos gradualmente, para perceber o impacto que, efectivamente, têm.

Um dos benefícios apontados ao whole30 é permitir-nos mudar a maneira de comer para o resto da nossa vida. Sendo que, mais de 95% dos participantes perdeu peso e melhorou a composição corporal, sem contar ou restringir calorias, embora este não seja o meu objectivo principal - se vier, tanto melhor, claro! 

Conforme referi aqui ter deixado de consumir glúten, fez com que tivesse passado também a consumir uma série que alimentos que, embora sem glúten, são potencialmente inflamatórios, como a quinoa, trigo sarraceno (entre outros) e as leguminosas, que usava e abusava. Já nem falo do queijo e do iogurte... :/

E isso manifestou-se no meu organismo de diversas formas, sendo a mais notória o regresso das minhas alergias na pele, designadamente ao gel de duche e ao detergente da roupa, das quais já me tinha visto livre há muito tempo e um retrocesso na minha tiróidite, embora esteja, de novo, no bom caminho.

Esse foi o motivo que me levou a embarcar neste programa... perceber o que me está a fazer mal!

As regras do jogo são, relativamente, simples:

1) Comer comida de verdade:

Comer carne, frutos do mar, ovos, legumes, algumas frutas e abundância de gorduras boas de frutas, óleos, nozes e sementes. Comer alimentos com poucos ingredientes, todos os ingredientes pronunciáveis, ou melhor ainda, sem ingredientes listados, porque são totalmente naturais e não processados. 

2) Não consumir açúcar

Sob qualquer forma, real ou artificial. Sem mel, sem geleia de agave, sem açúcar de coco, sem stevia, nada de nada. Para garantir isso, tem de se ler tudooooo, porque as empresas arranjam maneiras de o designar sob as mais diversas formas.

3) Não ingerir álcool

Sob qualquer forma, nem mesmo para cozinhar.

4) Não comer cereais e leguminosas

Tais como trigo, centeio, cevada, aveia, milho, arroz, milho, sementes de trigo, sorgo, amaranto, trigo, grãos germinados, sob qualquer forma. Inclui todos os tipos de feijão, ervilhas, grão-de-bico, lentilhas e amendoins.

5) Não comer lacticínios

Sejam de vaca, cabra ou de ovelha, tais como queijo, kefir, iogurte, com excepção do ghee ou manteiga clarificada.

6) Não consumir carragena, MSG ou sulfitos 

Se estes ingredientes aparecerem na informação nutricional, é lixo.

7) Não tentar recriar pão, bolos, panquecas e afins com os ingredientes permitidos.

8) Não tirar medidas, nem pesar durante o programa.

Embora aconselhem a fazê-lo antes e depois, para percebermos a diferença que estes 30 dias tiveram na nossa composição corporal, ainda que não seja o intuito do mesmo.

E perguntam vocês, mas o que vais comer?! Ora bem, comida! Comida a sério, que cumpra todas as condições acima mencionadas! :) Muita carne, peixe e ovinhos, acompanhados de muitos vegetais, fruta, batata-doce e oleaginosas. Isto significa também cortar na proteína de soro de leite (whey) que tomava no pós-treino e tudo o que seja artificial.

Mas o site oficial do whole30 ajuda bastante. Há uma série de documentos que são disponibilizados, como uma lista de compras, a forma de constituição das refeições, para garantir que ingerimos todos os macronutrientes que necessitamos, as porções recomendadas de cada um deles (uma das recomendações é comer até estar saciado, por isso as porções são meramente indicativas!), algumas receitas, enfim, tudo aquilo que necessitamos para embarcar nesta aventura.

Durante o programa é suposto fazermos apenas 3 refeições diárias, sendo que, em dias de treino, faz-se uma refeição extra, constituindo esta o pré-treino. Digo suposto, porque há quem não consiga fazer apenas estas refeições (e onde me parece que eu me vá incluir!), mas como a intenção não é passar fome, os lanches são permitidos só tendo de respeitar o mesmo esquema.

A primeira dificuldade que estou a antever, é conseguir comer fora de casa (sem marmita), cumprindo estas regras, por isso, vou ter de garantir, desde logo que, a comida não foi confeccionada com gorduras vegetais, não tem lacticínios, nem álcool na sua composição - amigos, convites para jantar durante este período têm de cumprir isto! :p

Nem vou falar, obviamente, do meu chocolate a seguir ao almoço, do meu queijinho e do iogurte e.. e... e... arghhhhhh

Como almoço nos meus pais durante a semana, já lhes transmiti também as regras do programa, de forma a garantir o cumprimento da mesmas. Felizmente, também eles já adoptaram, maioritariamente, uma alimentação saudável, sendo a mesma o mais natural possível, o que vai ajudar bastante neste processo.

Já fiz um esquema das refeições a seguir com alguns exemplos (organização é fundamental), mas o principal é tornar as refeições o mais simples possíveis, por isso preparem para um mês muito parco em receitas :)

E para já é isto que a publicação já vai longa! Desejem-me sorte eheheheh :)