Por diversas vezes já partilhei que, face à minha tiroidite auto-imune, não posso consumir glúten, por indicação médica.
Tal restrição obrigou-me a mudar TODA a minha alimentação, uma vez que grande parte dos produtos que consumimos, diariamente, contêm glúten, por serem preparados na sua confecção com trigo, centeio, malte e cevada, nos quais está presente essa proteína e que é responsável por conferir elasticidade aos seus preparados ... tais como o pão, alguns cereais, bolos, empadas, massas, a título de exemplo.
Estes que indico são facilmente identificáveis, no entanto, é uma luta cada vez que se quer comprar um produto novo que seja processado, perceber se tem ou não glúten na sua composição.
Infelizmente, não é obrigatório fazer constar da embalagem dos produtos essa indicação, o que obriga a que se leia SEMPRE a informação nutricional dos mesmos, de forma a descortinar se têm algum ingrediente que na sua origem tenha glúten.
Apesar de ao início ter ficado confusa de como é que me ia alimentar, o que é certo é que a mudança até foi relativamente pacífica. Percebi que há inúmeros alimentos que não tem glúten (todos os alimentos naturais, como a carne, peixe, marisco, legumes, vegetais, fruta, tubérculos, leguminosas) e bastantes grãos e cereais.
Quem acompanha a minha página há algum tempo, vê como é relativamente fácil fazer essas alterações, através de diversas substituições e que é possível manter uma alimentação saudável, equilibrada e saborosa, mesmo sem glúten.
Aliás, foi essa condicionante que me levou a variar a alimentação, desta forma, tornando-a tão diversificada e saborosa, como nunca esperei, porque me levou a experimentar alimentos que desconhecia e pelos quais ganhei amor :) tal como as lentilhas, quinoa, bulgur, trigo-sarraceno, entre outros.
Bem como me levou a experimentar uma série de farinhas diferentes nas confecções de panquecas e pães, tal como a farinha de arroz, o polvilho doce (ou fécula de mandioca), a farinha de alfarroba, a farinha de frutos secos, a linhaça moída, o que só veio enriquecer o meu paladar e a minha alimentação.
Mas houve, efectivamente, outros produtos que deixei de consumir, por não ser assim tão fácil encontrar os mesmos, na sua versão glúten-free, em supermercados e que ofereçam garantias de qualidade.
No entanto, fui brindada pela Gluten-Free Living com alguns desses produtos para experimentar e vos mostrar mais algumas receitas saudáveis, saborosas e sem glúten :)
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| Farinha para pão extra fibra (com milho, arroz, trigo-sarraceno e tapioca), farinha de grão, farinha de arroz, trigo-sarraceno, levedura em pó, massa para lasanha e esparguete (com farinha de arroz e de milho) :D |
E quem é a Gluten-Free Living perguntam vocês?! É uma empresa que tem como objectivo oferecer aos intolerantes ao glúten, de uma forma cómoda e rápida, uma variedade de produtos que permitam uma dieta diversificada, ao melhor preço, através da selecção de marcas de qualidade comprovada, fabricadas na União Europeia e certificadas e recomendadas para celíacos pelas entidades competentes do país de origem. Além de glúten-free, os produtos são biológicos e/ou não têm lactose, soja, frutos secos, ovo ou sal (confirme nas especificações de cada produto) de forma a conseguirem oferecer produtos específicos para as principais intolerâncias alimentares.
Podem ver mais sobre a empresa e respectiva loja online aqui e aqui.
Por isso, preparem-se! Vamos ter experiências culinárias a sair :) Assim, que o meu forno decida ressuscitar! Estou ansiosa por experimentar e vos mostrar tudo!!! Mas hoje à noite sei o que vou experimentar e é algo que já não como há imenso tempo.... espargueteeeeeeeeeee! :) eheheh
NOTAS:
Aproveito para partilhar um e-book da Associação Portuguesa de Nutricionistas sobre a alimentação celíaca... vejam tudo aqui. Dá uma grande ajuda! Apesar de já ter visto vários estudos sobre a ligação da minha doença com a doença celíaca, este foi o primeiro documento oficial onde vi, expressamente, essa associação.