quinta-feira, 5 de junho de 2014

A restrição ao glúten e a gluten-free living

Por diversas vezes já partilhei que, face à minha tiroidite auto-imune,  não posso consumir glúten, por indicação médica.

Tal restrição obrigou-me a mudar TODA a minha alimentação, uma vez que grande parte dos produtos que consumimos, diariamente, contêm glúten, por serem preparados na sua confecção com trigo, centeio, malte e cevada, nos quais está presente essa proteína e que é responsável por conferir elasticidade aos seus preparados ... tais como o pão, alguns cereais, bolos, empadas, massas, a título de exemplo.

Estes que indico são facilmente identificáveis, no entanto, é uma luta cada vez que se quer comprar um produto novo que seja processado, perceber se tem ou não glúten na sua composição.

Infelizmente, não é obrigatório fazer constar da embalagem dos produtos essa indicação, o que obriga a que se leia SEMPRE a informação nutricional dos mesmos, de forma a descortinar se têm algum ingrediente que na sua origem tenha glúten.

Apesar de ao início ter ficado confusa de como é que me ia alimentar, o que é certo é que a mudança até foi relativamente pacífica. Percebi que há inúmeros alimentos que não tem glúten (todos os alimentos naturais, como a carne, peixe, marisco, legumes, vegetais, fruta, tubérculos, leguminosas) e bastantes grãos e cereais.

Quem acompanha a minha página há algum tempo, vê como é relativamente fácil fazer essas alterações, através de diversas substituições e que é possível manter uma alimentação saudável, equilibrada e saborosa, mesmo sem glúten.

Aliás, foi essa condicionante que me levou a variar a alimentação, desta forma, tornando-a tão diversificada e saborosa, como nunca esperei, porque me levou a experimentar alimentos que desconhecia e pelos quais ganhei amor :) tal como as lentilhas, quinoa, bulgur, trigo-sarraceno, entre outros.

Bem como me levou a experimentar uma série de farinhas diferentes nas confecções de panquecas e pães, tal como a farinha de arroz, o polvilho doce (ou fécula de mandioca), a farinha de alfarroba, a farinha de frutos secos, a linhaça moída, o que só veio enriquecer o meu paladar e a minha alimentação.

Mas houve, efectivamente, outros produtos que deixei de consumir, por não ser assim tão fácil encontrar os mesmos, na sua versão glúten-free, em supermercados e que ofereçam garantias de qualidade.

No entanto, fui brindada pela Gluten-Free Living com alguns desses produtos para experimentar e vos mostrar mais algumas receitas saudáveis, saborosas e sem glúten :)

Farinha para pão extra fibra (com milho, arroz, trigo-sarraceno e tapioca), farinha de grão, farinha de arroz, trigo-sarraceno, levedura em pó, massa para lasanha e esparguete (com farinha de arroz e de milho) :D 
E quem é a Gluten-Free Living perguntam vocês?! É uma empresa que tem como objectivo oferecer aos intolerantes ao glúten, de uma forma cómoda e rápida, uma variedade de produtos que permitam uma dieta diversificada, ao melhor preço, através da selecção de marcas de qualidade comprovada, fabricadas na União Europeia e certificadas e recomendadas para celíacos pelas entidades competentes do país de origem. Além de glúten-free, os produtos são biológicos e/ou não têm lactose, soja, frutos secos, ovo ou sal (confirme nas especificações de cada produto) de forma a conseguirem oferecer produtos específicos para as principais intolerâncias alimentares.

Podem ver mais sobre a empresa e respectiva loja online aqui e aqui

Por isso, preparem-se! Vamos ter experiências culinárias a sair :) Assim, que o meu forno decida ressuscitar! Estou ansiosa por experimentar e vos mostrar tudo!!! Mas hoje à noite sei o que vou experimentar e é algo que já não como há imenso tempo.... espargueteeeeeeeeeee! :) eheheh

NOTAS:
Aproveito para partilhar um e-book da Associação Portuguesa de Nutricionistas sobre a alimentação celíaca... vejam tudo aqui. Dá uma grande ajuda! Apesar de já ter visto vários estudos sobre a ligação da minha doença com a doença celíaca, este foi o primeiro documento oficial onde vi, expressamente, essa associação.

8 comentários:

  1. Um excelente post em relação a intolerância ao glúten :)
    muitas pessoas esquecem-se que existe vida para além do pão tipico :p, não sou intolerante ao glúten, mas muitas vezes opto por outros tipos de alimentos, mesmo para variar :)
    o único senão aqui é os produtos sem glúten serem mesmo caros! acho um abuso, até porque ninguem escolhe ter essa doença, e nem todos têm a mesma carteira..

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    1. É bem verdade! Mas o primeiro impacto é um pouco complicado, porque ficas sem saber o que fazer à tua vida! Quer queiramos, quer não, somos habituados desde nascença a um certo tipo de alimentação e romper com isso, requer alguma ginástica mental ;)

      Mas felizmente há imensas alternativas e todas elas bastante saudáveis e saborosas.

      Relativamente ao preço dos produtos, é um exagero mesmo. Tenho ideia de ter visto na página da Associação Portuguesa dos Celíacos, que os produtos gluten-free custam cerca de 300% a mais do produtos semelhantes com glúten. Dou-te o exemplo, das delícias do mar... as da pescanova são as únicas sem glúten! Custam € 2,69, salvo erro! As do PD não chegam a € 1. É uma brutidade!

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  2. Olá!
    Deve ser bastante difícil evitar o glúten (quase) completamente, porque com tanto produto processado anda tudo contaminado... é isso e amendoins, ovo, soja,... Torna-se um bocado chato para quem não pode consumir nada disso. O pior ainda há de ser em festas, restaurantes, cafés, cantinas, em que as coisas não vem com rótulo...
    Conheço crianças mesmo que têm isso e a alimentação custa uma pequena fortuna... ainda por cima para crianças... por isso é bom que hajam iniciativas como estas, que se espalhem e sejam bem aceites :)

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    1. É bastante complicado, mesmo! Para quem tem a doença celíaca ainda é pior, porque tem mesmo de evitar a contaminação cruzada. Mesmo lendo as informações nutricionais, de fio a pavio, não é fácil.

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  3. Eu vou mais longe e digo que devia ser proibido esta discriminação de preços!
    Seja nos doentes celíacos e intolerantes ao glúten em geral, seja nos intolerantes à lactose.

    Parabéns pelo trabalho importante de divulgares estes produtos e trazeres este tema!

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    1. Também eu! Já o leite sem lactose ou as alternativas vegetais são caríssimas, em comparação com os restantes produtos. Mesmo fazendo em casa (costumo fazer todas as semanas leite) fica sempre muito mais caro do que comprar um pacote de leite com lactose.

      Obrigada!

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  4. Com as tuas receitas aprendi que não e assim tão difícil como se julga ter uma alimentação 100% livre de glúten mas concordo contigo, há alimentos que se tornam complicados de comprar por terem glúten e outros que se tornam excessivamente caros por serem sem glúten :/ Visto que se trata efetivamente de uma condição medica, esta diferença de preços devia ser abolida mas enfim!

    Vejo por ai muita coisa boa, mal posso esperar por mais receitas!
    Beijinho*

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    1. Haja imaginação e vamo-nos desenrascando! A verdade é que existem inúmeros alimentos sem glúten, mas não é a alimentação a que estamos habituados a fazer ;)

      Já sairam algumas! :p

      Beijinhos

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